No passado dia 15 de Agosto nas Caldas da Rainha, o Grupo de
Forcados das caldas viveu um momento importante na sua história, com Francisco
Mascarenhas a suceder a Nuno Vinhais, que recebera das mãos de Francisco Paiva
Calado a responsabilidade de comandar o GFA das Caldas da Rainha a 15 de Agosto
de 2006, tornado-se assim no 3.º cabo desde Grupo fundado em 1993, com Vasco
Morgado a cabo. Vitor Besugo numa parceria NATURALES/FORCADO AMADOR entrevistou Nuno Vinhas, cabo que
terminou funções.
Vitor Besugo (VB) – Como nasceu o teu gosto pelos
toiros e, como chegaste aos Amadores da Caldas?
Nuno Vinhais (NV) – Sou natural das Caldas da
Rainha e quando ia ver corridas ficava vidrado com as pegas e mais tarde o meu
amigo Emanuel Casimiro que já pegava no Grupo das Caldas desafiou-me a ir a um
treino. Assim que fui ao 1º treino, não faltei a mais nenhum.
VB - Com que idade e qual foi a tua primeira
fardação (com que cabo)? Onde e quando pegaste o teu primeiro touro?
R: Tinha acabado de fazer 18 anos e foi em Julho de
1999 numa corrida no Bombarral. Era Cabo o Vasco Morgado. Não tinha muito jeito
para pegar de caras e por isso ganhei a minha posição a ajudar, principalmente
a dar 1as ajudas. O meu 1º toiro de caras só aconteceu em 2006 na Benedita.
VB - Quais foram os forcados que mais te marcaram?
R: Não gosto de individualizar, pelo que posso
dizer que foram vários e cada um marcou-me à sua maneira. Penso que como em
tudo na vida temos de tentar aprender ao máximo com as pessoas que nos rodeiam
e retirar o que cada uma tem o melhor para nos dar.
VB - Quantas épocas no activo fizeste e quantos
toiros pegaste?
R: Completei 16 temporadas sendo que apenas peguei
11 toiros, pois tal como referi anteriormente sempre fui ajuda.
VB - Qual o momento, ou momentos, que melhores
recordações te trazem?
R: São vários os momentos e dificil de explicar
porque em cada fase que vamos atravessando as prespectivas vão mudando. Se de
inicio era mais a adrenalina a funcionar e a vontade de mostrar trabalho de uma
forma mais individual, depois começamos tambem a desfrutar das pegas dos nossos
amigos e mais recentemente quando vemos um forcado novo a evoluir e sabemos que
pudemos contribuir para esse desenvolvimento tanto como forcado mas tambem como
pessoa é sem duvida extremamente gratificante.
Os bons momentos que são transversais em todas as
fases, são os jantares, as viagens, as noitadas, as historias...
VB - E os menos bons?
R: Todas as lesões. Sabemos que fazem parte da
nossa actividade, mas são sempre momentos dificieis.
(VB) - Quando é que tomou a decisão de te despedir
e quais foram os factores que te levaram a tomar tal decisão?
R: Foi durante o ano passado. Sou casado e pai e
quando já temos pessoas que dependem de nós a cabeça começa a dar alguns
sinais. A situação profissional também começa a pesar e tudo isto aliado a já algum
desgaste fisico levaram-me a decidir que o melhor para o Grupo seria depedir-me
e possibilitar novo sangue no Grupo.
(VB) - Qual o balanço destes anos a comandar o teu
grupo?
R: Para mim é um saldo muito positivo pois sinto
que me dediquei a 200% ao Grupo. Foi um trabalho de equipa pois um Cabo não
consegue fazer nada sozinho, e conseguimos fazer uma enorme renovação de forcados
com imensas capacidades o que deixa muitas garantias para o futuro.
Num panorama taurino muito complicado, sei que o
GFACR é um Grupo respeitado por sermos um Grupo correto e não alinharmos em
práticas que vão completamente contra o espirito do forcado amador.
No final, tendo a consciencia que dei muito ao
GFACR, sei que aquilo que o Grupo me deu a mim foi muito mais.
(VB) - O Francisco Mascarenhas foi o forcado
escolhido para te suceder. Como é que o defines?
R: É um forcado com uma grande entrega ao Grupo e
preparado para os desafios mais dificeis sem vacilar. É um forcado com uma ambição
enorme e que tem todos os valores do GFACR.
VB - Que mensagem deixas aos antigos, actuais e
futuros forcados dos Amadores das Casldas?
R: Aos antigos que acompanhem sempre o Grupo pois
são uma força enorme para os forcados que estão no activo. Para os actuais e
futuros, que sejam sempre verdadeiros, que tenham uma grande entrega ao Grupo,
que sejam valentes e acima de tudo humildes.
Curtas:
- A tua melhor pega?
R: Umas melhores outras piores, mas aquela que mais
significado teve foi ao toiro que peguei no 15 de Agosto de 2006 quando fui
para Cabo.
- Ganadaria?
- Cavaleiro?
R: António Ribeiro Telles
- Toureiro?
R: El Juli
- Forcado?
R: X
- Passatempo favorito?
R: Ir a praia.
- Clube?
R: Sporting Clube de Portugal
- Prato?
R: Hoje aptecia-me um Polvo à Lagareiro.
- Destino de férias?
R: Com a minha mulher e filha pode ser qualquer
sitio.


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