REPORTAGEM EM DESTAQUE

VELHAS GLÓRIAS - Nuno Salvação Barreto

Nuno Salvação Barreto
Neste espaço "VELHAS GLÓRIAS" em que pretendemos semanalmente relembrar, ou dar a conhecer aos mais novos, grandes FORCADOS do nosso país, era obrigatório começar com essa lenda da forcadagem - Nuno Salvação Barreto.

Nuno Salvação Barreto foi, na segunda metade do século XX, uma autêntica figura lendária da Arte de Pegar Toiros.

Com um profundo conhecimento do Toiro, das suas condições de lide e da previsível forma de investir no momento do cite para a pega não admira que tenha comandado de forma exemplar o Grupo de Forcados Amadores de Lisboa de que foi fundador e seu primeiro Cabo durante quase cinquenta anos, mais propriamente entre 1944 e 1992 ano em que passou o testemunho, e quando a doença já o corroía implacavelmente, a um dos seus mais dedicados pupilos, José Luís Gomes.

Filho de Joaquim Salvação Barreto e de Eileen Mary Gibbs senhora Sul Africana que transmitiu aos seus filhos uma esmerada educação à boa maneira Inglesa da época é, numa espaçosa casa situada perto do largo do Campo Pequeno que passa a viver quando seus pais regressam do Brasil onde haviam permanecido durante algum tempo . É pois neste ambiente de proximidade da nossa Catedral do Toureio que Nuno vem a passar a sua adolescência e a desenvolver grande parte da sua aficion improvisando pegas a touros cujos cornos eram as pernas das cadeiras das esplanadas que já ali existiam na época.

Tendo jogado futebol na equipa da Standard Eléctrica e sido bandarilheiro numa corrida em Cascais em 1942 é, no entanto, como pegador de toiros que vem a notabilizar-se.

A sua imagem extravasa as arenas quando no filme Quo Vadis desempenha a figura do gladiador que vence o touro para salvar uma dama que havia sido lançada às feras.

Além disso foi o seu Grupo que pela primeira vez actuou em França, numa corrida promovida pelo Cônsul de Portugal e que teve lugar na Praça de Toiros de Bayonne em 11 de Setembro de 1966.


Pessoa de fino trato e esmerada educação revela-se um autentico condutor de homens à frente do seu Grupo tendo visto, como poucos, reconhecida esta sua faceta pela Câmara Municipal de Lisboa que o agraciou, tendo sido condecorado pelo Presidente da República e recebido a Medalha de Mérito Cultural.

Nuno Salvação Barreto faleceu  a 17 de Dezembro de 1996.

Pelo que fez pela Festa de Touros tanto como Forcado como  empresário que aqui lhe deixamos a nossa modesta homenagem para memória futura.



1 comentários:

Carlos Ramalhinho at: 21 de fevereiro de 2012 às 16:49 disse...

O Nuno da Salvação Barreto Comandou o GFA de Lisboa de 1944 a 1992, não 1991.

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